
BOLETIM TÉCNICO N.° 100
RECOMENDAÇÕES DE ADUBAÇÃO E CALAGEM PARA O ESTADO DE SÃO PAULO
Editores
Bernardo van Raij
Heitor Cantarella
José Antonio Quaggio
Ângela Maria Cangiani Furlani
APRESENTAÇÃO
A agricultura paulista é bastante singular quanto à utilização de tecnologia, nela coexistindo desde a empírica de subsistência, até a do limiar do conhecimento científico e tecnológico. De modo geral, ela é conservadora quanto aos sistemas de produção, considera pouco relevantes para a preservação do ambiente rural, a eficácia produtiva e a qualidade do produto, para atendimento de um mercado cada vez mais exigente e diversificado. Podese considerá-la como uma atividade de altas perdas, dos insumos aos produtos e, regionalmente, pouco homogênea quanto à adoção de técnicas adequadas. Lado a lado, convivem áreas em exploração produtiva, competitiva e ecologicamente corretas, com outras de baixa produtividade, alto risco econômico e, principalmente, em acelerado processo de degradação. O solo, substrato onde as plantas de desenvolvem, nem sempre assegura o pleno fornecimento dos minerais e outras substâncias de que elas necessitam, nem lhes garante a expressão de seu potencial produtivo. Altamente complexo, podendo até ser considerado como um organismo vivo, o solo fornecedor de nutrientes às plantas, é fator de produção tecnicamente de fácil modificação e ajuste. Conhecer os limites desses ajustes, as suas relações com a produção e com a qualidade do produto e do ambiente, é fundamental ao exercício da arte da agricultura, ou da agricultura como arte. O Instituto Agronômico (IAC) tem desempenhado, na área da nutrição das plantas e da adubação e correção do solo, um extenso, continuado e profícuo trabalho de definição de como, quanto e quando modificar o solo para o alcance dos objetivos produtivos. Assim, o IAC apresenta esta nova edição do Boletim 100, que traz de forma organizada, as informações básicas e necessárias ao entendimento das respostas das plantas ao ambiente solo e, pragmaticamente, recomenda a sua correção e adubação. Este trabalho representa o somatório da experiência e vivência da maioria do corpo técnico do IAC e de colaboradores da CATI, CCA-UFSCar, CENA-USP, COPERSUCAR, EMBRAPA, ESALQ/USP, Instituto de Zootecnia (IZ), MA-Pró-Café, além de especialistas da iniciativa privada. Acompanhando a vocação da agricultura paulista e por causa da sua diversificação, não poderia ser diferente este Boletim, que contém recomendações técnicas sobre mais de uma centena de espécies, recomendações essas também válidas e aplicáveis a outras regiões com condições edafoclimáticas semelhantes.
CONTEÚDO |
|
AMOSTRAGEM DE SOLO |
3 |
Escolha de glebas para amostragem |
3 |
Ferramentas e coleta de amostras |
4 |
Freqüência e época de amostragem |
5 |
Local e profundidade de amostragem |
5 |
Envio da amostra de solo ao laboratório |
6 |
REPRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DE ANÁLISE E SOLOS, FOLHAS, FERTILIZANTES E CORRETIVOS |
6 |
Unidades de representação de resultados |
6 |
Solos |
6 |
Folhas |
7 |
Corretivos da acidez |
7 |
Fertilizantes |
7 |
Conversão de unidades |
8 |
INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS DE ANÁLISE DE SOLO |
8 |
Nitrogênio |
9 |
Fósforo e potássio |
9 |
Acidez |
10 |
Cálcio, magnésio e enxofre |
11 |
Micronutrientes |
12 |
Matéria orgânica e argila |
12 |
Interpretação de resultados de análise de amostras do subsolo |
13 |
PRODUTIVIDADE ESPERADA |
13 |
CORREÇÃO DA ACIDEZ DO SOLO |
14 |
Corretivos da acidez |
14 |
Cálculo da necessidade de calagem |
17 |
Incorporação do corretivo |
17 |
Redução da acidez do subsolo |
17 |
Cálculo da necessidade de calagem usando o Sistema Internacional de Unidades |
18 |
ADUBAÇÃO FOSFATADA |
19 |
Fertilizantes fosfatados |
19 |
Adubação fosfatada |
21 |
ADUBAÇÃO COM NITROGÊNIO, POTÁSSIO E ENXOFRE |
22 |
Nitrogênio |
22 |
Potássio |
25 |
Enxofre |
26 |
ADUBAÇÃO COM MICRONUTRIENTES |
27 |
Fertilizantes contendo micronutrientes |
27 |
Adubação com micronutrientes |
29 |
ADUBAÇÃO ORGÂNICA |
30 |
Adubos orgânicos |
30 |
Estercos de origem animal |
30 |
Compostos |
32 |
Resíduos urbanos e industriais |
32 |
Adubos verdes |
34 |
Adubos organominerais |
34 |
COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE PLANTAS E DIAGNOSE FOLIAR |
35 |
Composição química das plantas |
35 |
Diagnose foliar |
36 |
IMPLEMENTAÇÃO DAS RECOMENDAÇÕES |
37 |
Adubos simples |
38 |
Fórmulas NPK |
38 |
Adição de enxofre e de micronutrientes. |
38 |
Modos e épocas de aplicação |
39 |
Fórmulas NPK com o Sistema Internacional de Unidades |
40 |
Apresentação de resultados e recomendações |
41 |
CEREAIS |
43 |
Informações gerais |
45 |
Composição química, amostragem de folhas e diagnose foliar |
46 |
Arroz de sequeiro |
48 |
Arroz irrigado |
50 |
Aveia e centeio |
52 |
Cevada |
54 |
Milho para grão e silagem |
56 |
Milho "Safrinha" |
60 |
Milho pipoca |
62 |
Milho verde e milho doce |
64 |
Sorgo granífero, forrageiro e vassoura |
66 |
Trigo e triticale de sequeiro |
68 |
Trigo e triticale irrigados |
70 |
ESPECIARIAS, AROMÁTICAS E MEDICINAIS |
73 |
Informações gerais |
75 |
Camomila |
76 |
Capim-limão ou erva-cidreira, citronela-de-java, palma-rosa |
77 |
Cardamomo |
78 |
Confrei |
79 |
Curcuma |
80 |
Digitális |
81 |
Erva-doce ou funcho |
82 |
Estévia |
83 |
Gengibre |
84 |
Menta ou hortelã |
85 |
Pimenta-do-reino |
86 |
Píretro |
87 |
Urucum |
88 |
Vetiver |
90 |
ESTIMULANTES |
91 |
Informações gerais |
93 |
Composição química e diagnose foliar. |
94 |
Cacau |
96 |
Café |
97 |
Chá |
102 |
Fumo |
103 |
FIBROSAS |
105 |
Informações gerais |
107 |
Composição química e diagnose foliar do algodoeiro |
108 |
Algodão |
109 |
Bambu |
112 |
Crotalária júncea |
113 |
Juta |
114 |
Linho têxtil |
115 |
Quenafe |
116 |
Rami |
117 |
Sisal |
118 |
FRUTÍFERAS |
119 |
Informações gerais |
121 |
Teores de macronutrientes primários em frutas |
122 |
Amostragem de folhas e diagnose foliar |
123 |
Abacate |
126 |
Abacaxi |
128 |
Acerola ou cereja-de-antilhas |
129 |
Banana |
131 |
Citros: laranja, limão, tangerina e murcote |
133 |
Frutas de clima temperado - I: ameixa, pêssego, nêspera, nectarina e damasco-japonês (umê) |
137 |
Frutas de clima temperado - II: figo, maçã, marmelo, pêra e pêssego em pomar compacto |
139 |
Frutas de clima temperado - III: caqui, maçã, macadâmia, pecã e pêra |
141 |
Goiaba |
143 |
Mamão |
145 |
Manga |
146 |
Maracujá |
148 |
Uvas finas para mesa e passa |
150 |
Uvas rústicas para mesa, vinho e suco |
152 |
HORTALIÇAS |
155 |
Informações gerais |
157 |
Composição química e diagnose foliar |
160 |
Abobrinha ou abóbora de moita; abóbora rasteira, moranga e híbridos; bucha e pepino |
165 |
Aipo ou salsão |
166 |
Alcachofra |
167 |
Alface, almeirão, chicória, escarola, rúcula e agrião d’agua |
168 |
Alho |
170 |
Alho-porro e cebolinha |
171 |
Aspargo |
172 |
Berinjela, jiló, pimenta-hortícola e pimentão |
173 |
Beterraba, cenoura, nabo, rabanete e salsa |
174 |
Brócolos, couve-flor e repolho |
175 |
Cebola (sistema de mudas) |
176 |
Cebola (sistema de bulbinhos) |
177 |
Chuchu |
178 |
Couve manteiga e mostarda |
179 |
Feijão-vagem, feijão-fava, feijão-de-lima e ervilha torta (ou ervilha-de-vagem) |
180 |
Melão e melancia. |
181 |
Morango |
182 |
Quiabo |
183 |
Tomate (estaqueado) |
184 |
Tomate rasteiro (industrial) irrigado |
185 |
LEGUMINOSAS E OLEAGINOSAS |
187 |
Informações gerais |
189 |
Composição química e diagnose foliar |
189 |
Amendoim |
192 |
Ervilha-de-grãos |
193 |
Feijão |
194 |
Feijão-adzuki e feijão mungo |
196 |
Gergelim |
197 |
Girassol |
198 |
Grão de bico |
199 |
Leguminosas adubos verdes: crotalária, chícharo ou ervilhaca, feijão-de-porco, feijão-guandu, lablabe, mucuna, tremoço |
200 |
Mamona |
201 |
Soja |
202 |
ORNAMENTAIS E FLORES |
205 |
Informações gerais e diagnose foliar |
207 |
Amarílis |
209 |
Antúrio |
210 |
Crisântemo |
211 |
Gladíolo |
212 |
Gloxínia |
213 |
Gypsophila |
214 |
Plantas ornamentais arbóreas |
215 |
Plantas ornamentais arbustivas e herbáceas |
216 |
Rosa |
217 |
Violeta-africana |
218 |
RAÍZES E TUBÉRCULOS |
219 |
Informações gerais |
221 |
Composição mineral, amostragem de folhas e diagnose foliar |
222 |
Araruta industrial |
224 |
Batata |
225 |
Batata-doce e cará. |
226 |
Inhame |
227 |
Mandioca |
228 |
Mandioquinha |
229 |
OUTRAS CULTURAS INDUSTRIAIS |
231 |
Informações gerais |
233 |
Composição química e diagnose foliar |
234 |
Cana-de-açúcar |
237 |
Pupunha para extração de palmito |
240 |
Seringueira |
243 |
FLORESTAIS |
245 |
Informações gerais |
247 |
Conteúdo de macronutrientes em Eucalyptus e Pinus |
248 |
Diagnose foliar. |
250 |
Sistema de produção de mudas |
251 |
Viveiro de mudas de Eucalyptus e Pinus |
252 |
Viveiro de mudas de essências florestais de Mata Atlântica |
254 |
Florestamentos homogêneos com Eucalyptus e Pinus |
255 |
Reflorestamentos mistos com espécies típicas da Mata Atlântica |
256 |
FORRAGEIRAS |
261 |
Informações gerais |
263 |
Composição química, amostragem de folhas e limites de interpretação |
264 |
Recomendação de adubação e calagem |
267 |
HIDROPONIA |
275 |
Sais e fertilizantes recomendados |
277 |
Sugestão de solução nutritiva |
279 |
Recomendações de Adubação e Calagem para o Estado de São Paulo
Valor R$ 45,00.
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