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Jardim Botânico IAC


Histórico

A história do Jardim Botânico IAC remonta a década de 1920, quando se oficializaram as Seções de Botânica Econômica e de Intercâmbio de Plantas.


A antiga "Seção de Botânica Econômica" (SBE) teve sua origem em 1928 com o austríaco Eng. Agr. S. Erich Herndlhofer, especialista em fisiologia de sementes. Com a rescisão do contrato, a Seção foi extinta, tendo sido restabelecida em 1935 com a chefia do norte americano Eng. Agr. Willian G. Houk. Teve inicio nesta época o herbário IAC, acervo que conta hoje com aproximadamente 45.000 espécimes botânicos disponíveis a comunidade científica nacional e internacional. Deve-se lembrar, também, que foi na década de 1930 que se iniciaram as atividades com recursos genéticos vegetais e intercâmbio e quarentena de plantas no Brasil, aqui mesmo em nossa unidade.


Em 1944 assumiu a chefia o Dr. Alcides Ribeiro Teixeira, permanecendo até 1946 quando assumiria o Dr. Dalvo Mattos Dedeca. Nesta época assumiu o Dr. Oswaldo Bacchi, permanecendo até 1961. Na década de sessenta assumiu o Dr. Eduardo Zink, transferindo-se posteriormente para a Seção de Sementes.


Na década de setenta assumiu o Dr. Emílio Bruno Germek, que teve o trabalho de incorporar a extinta “introdução de plantas cultivadas” a “botânica econômica”, permanecendo como chefe até 1981, quando então assumiu o Dr. Eldo Antonio Monteiro da Silva que permaneceu até 1982. Quando o Dr. Eldo passou a lecionar, na Universidade de Viçosa, foi designado como chefe o Dr. Condorcet Aranha e, finalmente, em 1993 assumiria como seu último chefe a Dra. Sigrid Luiza Jung Mendaçolli que permaneceu até a extinção da Seção em 1998. As últimas atribuições da SBE foram as seguintes: estudar a anatomia, organografia, taxonomia e ecologia das espécies vegetais, variedades e cultivares, bem como a aclimatação do germoplasma introduzido; realizar estudos botânicos em áreas de cobertura vegetal, visando o seu conhecimento; efetuar expedições científicas de coleta de germoplasma de espécies econômicas e silvestres correlatas e outras de interesse aos recursos genéticos da Instituição; efetuar o intercâmbio de germoplasma da Instituição, coordenar e realizar quarentenas; e aumentar a representatividade das espécies, principalmente do Estado de São Paulo, no herbário, carpoteca e sementeca do IAC, através de expedições científicas de coleta e intercâmbio com outras instituições.


As atribuições de Introdução e Quarentena de Plantas tiveram a sua origem em 1928, pelas mãos do Dr. Carlos Arnaldo Krug n a Seção de Genética. Em 1934 assumiu os trabalhos o Dr. Alcides Carvalho e em 1942, ainda com o Dr. Alcides, criou-se a Seção de Introdução de Plantas Cultivadas, que prosseguiu com o comando do Dr. Luiz Aristeo Nucci, a partir do ano de 1950.


Em 1958 a chefia passou para o Dr. Emílio Bruno Germek, mas, a área foi incorporada, na década de setenta, a Seção de Botânica Econômica, assim permanecendo até 1981 com o Dr. Germek. Neste período Germek ajudou na montagem do EMBRAPA/CENARGEN, na década de setenta, auxiliando na organização daquela unidade, no tocante a área de quarentena. Quando se criou a Embrapa, em 1973, o IAC já dispunha em seus recursos genéticos de aproximadamente 47.000 acessos de coleções diversas de plantas agrícolas e mais de 40 anos de experiência em intercâmbio de quarentena de plantas.


Em 1981 assumiu a chefia o Dr. Eldo Antonio Monteiro da Silva o qual passou a responsabilidade da área de intercâmbio e quarentena de plantas para o Dr. Renato Ferraz de Arruda Veiga, o qual continuou se responsabilizando até os dias de hoje.


Em 1988 foi criado o Sistema de Introdução e Quarentena de Plantas com a Coordenação do Dr. Renato Ferraz de Arruda Veiga. As atividades de pesquisa sempre giraram em torno do tema recursos genéticos, executando trabalhos com a introdução, quarentena, aclimatação e caracterização de novas culturas como a Pupunha e o Kiwi, a introdução e aclimatação de espécies e cultivares diversos como o germoplasma de Café que solucionou o problema da ferrugem no País e, também, de espécies de interesse para alimentação de pássaros e peixes como a Calabura e alimentícias como o Mabolo. Em 1997 foi concluída a obra do Complexo Quarentenário, na Fazenda Santa Elisa, com financiamento da FAPESP.


Em 1998, em nova reforma institucional, criou-se o Centro de Recursos Genéticos Vegetais e Jardim Botânico, sendo indicado para diretor o Dr. Renato Ferraz de Arruda Veiga. O CRGVJB incorporou as atribuições e infra-estrutura das áreas de botânica e intercâmbio de germoplasma e ainda acrescentou atribuições de jardim botânico e de educação ambiental. Em 1999 concluiu-se as obras de infra-estrutura do Complexo de Conservação de Germoplasma, financiado pela FAPESP.


Em 08 de janeiro de 2002, outra reforma institucional extinguiu o Centro de Recursos Genéticos Vegetais e Jardim Botânico passando suas atividades e pessoal para o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Jardim Botânico sob a direção da MSc. Rachel Benetti Queiroz Voltan, subordinado ao Centro Experimental de Campinas. Com projeto do Dr. Renato Ferraz de Arruda Veiga e equipe, financiado pela FINEP, adquiriram-se as câmaras-frias, telado e casa de vegetação e equipamentos para a conservação in vitro, conservação de sementes e bancos ativos de germoplasma do IAC, em 2002.


Em 2003, uma nova mudança ocorre, assumindo o Dr. Renato Ferraz de Arruda Veiga como novo Diretor, indicado pelo Dr. Robert Deuber – Diretor do CEC. Em 2005, com projeto do CNPq, investiu na área de informatização, modernizando o Núcleo e algumas coleções do IAC. Em 01 de agosto de 2006, o Laboratório de Qualidade de Sementes foi incorporado ao Núcleo Jardim Botânico. Em 01 de setembro de 2006, buscando facilitar as ações do Jardim Botânico, o Diretor Geral Dr. Orlando de Melo Castro avoca o NPDJB para a Diretoria Geral, desligando-se assim do CEC. Em 05/09/2007 o Jardim Botânico IAC volta a pertencer ao CEC, que possui como diretor o PqC VI Wilson Barbosa. Em 2008, o laboratório de sementes é transferido para o Centro de Grãos pela DG.


Historico Jardim Botanico

São poucas as instituições que trabalham tão intensamente e a tanto tempo em conservação e uso de recursos genéticos, no Brasil (desde a década de vinte). Na área de plantas cultivadas nativas e exóticas, o IAC destaca-se por seus bancos ativos e coleções de germoplasma "ex situ" , possui 80% do total de coleções de plantas agrícolas do Estado de São Paulo, e na área de nativas também sobressai pela preservação "in situ" de Mata Atlântica e Cerrado, além de mata ciliar, várzeas e pastagens. O NPDJB tem por objetivos a execução de pesquisas e prestação de serviços para o desenvolvimento agrícola sustentável e a agricultura familiar, ecologicamente corretos, efetuando pesquisas em caracterização, morfologia vegetal e taxonomia, conservação "ex situ" e preservação "in situ", recuperação de áreas degradadas, educação ambiental agrícola, educação ambiental agrícola, intercâmbio de germoplasma, aclimatação e quarentena de plantas.

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