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Jardim Botânico IAC


Plano Estratégico do Jardim Botânico IAC Instituto Agronômico (IAC) Campinas-SP, Brasil 2006 – 2010 Governo do Estado de São Paulo Governador do Estado Geraldo Alckmin Secretário de Agricultura e Abastecimento Antonio Duarte Nogueira Júnior Secretário-Adjunto Alberto José Macedo Filho Coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios João Paulo Feijão Teixeira Diretor-Geral do Instituto Agronômico Orlando Melo de Castro Diretor-Centro Experimental Central Wilson Barbosa Diretor do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Jardim Botânico Renato Ferraz de Arruda Veiga Pesquisadores do NPDJB Antonio Fernando Caetando Tombolato (1º. Diretor Substituto),Sigrid Luiza Jung Mendaçolli (2º. Diretor Substituto), Antonio Alberto Costa, Roseli Busaneli Torres, Luís Carlos Bernacci, Laura Maria Molina Meletti, Romeu Benatti Junior, Rachel Benetti Queiroz Voltan Servidores do NPDJB Eng. Agr. Maria Jussara Franco Rosa Vieira, Adv. Maria Luiza de Olinda Cardoso Guerreiro, Tec. Lab. Miriam Aparecida Bonatto Pissolato, Tec. Agr.Francisco de Assis Leitão de Moraes, Tec. Agr. Fernando da Silva, Maria das Graças dos Santos Lima, Maria Oliveira de Barros, José de Freitas Benedito e Sebastião Lopes e Darcy Dutra de Castro. A elaboração deste Plano Estratégico é uma grande oportunidade de revitalizar o Jardim Botânico do Instituto Agronômico (JBIAC), criado em 2002. Para isto, estabeleceu-se um limite de cinco anos, para sua atualização futura, período considerado suficiente para uma reflexão quanto ao alcance das metas pré-estabelecidas. Neste primeiro plano estratégico o JBIAC pretende estabelecer o alicerce sobre o qual se vislumbra edificar estratégias futuras. Além das metas e atribuições macro do Plano Diretor do Instituto Agronômico (1996), especialmente no item Biodiversidade, ainda pretende-se cumprir com as metas oficiais do JBIAC, incrementando-as com as metas estabelecidas pela Rede Brasileira de Jardins Botânicos. Conseqüentemente, contemplará a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a Agenda Internacional de Conservação dos Jardins Botânicos e o Plano de Ação para os Jardins Botânicos Brasileiros. Algumas áreas científicas se completam e se integram neste plano, tais como a Botânica Econômica, o Intercâmbio e a Quarentena de Plantas, o Manejo de Recursos Genéticos e o Laboratório de Qualidade de Sementes, sob a égide do único Jardim Botânico Agrícola do país. Renato Ferraz de Arruda Veiga Diretor do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Jardim Botânico (IAC) Índice 1. Introdução 2. Visão de Futuro 2.1. O JBIAC e seu público 2.2. Os Mercados do Jardim Botânico 3.1. Pontos Fortes 3.3. Oportunidades 4. Missão, Visão, Valores e Foco de Atuação 4.1. Missão 4.2. Visão 4.3. Valores 4.4. Foco de Atuação 5. Objetivos Estratégicos e Objetivos Específicos 5.1. Objetivo Estratégico – Conservação da Diversidade das Plantas 5.1.2. Objetivos Específicos 5.2. Objetivo Estratégico – Identificação de Plantas 5.2.1.Objetivos Específicos 5.3. Objetivo Estratégico – Aprimoramento Técnico-Científico 5.3.1.Objetivos Específicos 5.4. Objetivo Estratégico – Revitalização da Infra-estrutura 6. Diretrizes Estratégicas 7. Metas 8. Plano Comercial 9. Projetos 10. Referências 1. Introdução Nossa pequena contribuição, para solucionar os grandes problemas inerentes à área agrícola, encontra-se inclusa na missão de nosso Jardim Botânico. Nela destacam-se as seguintes pesquisas: a) conservação ex situ do patrimônio genético sob a guarda do IAC (in vitro, crioconservação em nitrogênio líquido e sementes em câmaras frias de longos prazos); b) preservação in situ, na recuperação de áreas degradadas de matas ciliares e no seu uso sustentável; c) caracterização morfológica (organografia e anatomia); d) taxonomia de plantas superiores; e) aclimatação e quarentena de plantas; f) pré-melhoramento genético; qualidade de sementes e produção de mudas. Além disso, efetua ações de coordenação das curadorias de bancos ativos de germoplasma e coleções científicas da instituição, bem como nas Curadorias da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Ainda, atua na área de educação ambiental agrícola através da participação e organização de eventos e cursos em escolas de ensino fundamental. Participa do curso de pós-graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do IAC, ministrando aulas sobre recursos genéticos e, com o mesmo tema, de cursos on line. O alicerce deste Jardim Botânico concentra-se em seus recursos fitogenéticos. O IAC contribui à conservação ex situ com aproximados 80% do número total de coleções do Estado de São Paulo e com 20% do total das coleções mantidas em todo o Brasil. Hoje, no país todo, são mantidos cerca de 200.000 acessos de germoplasma vegetal dos quais o IAC participa com, aproximadamente, expressivos 16,5% do número total de acessos. O herbário IAC possui mais de 43.000 acessos, tendo grande importância para consultas taxonômicas para a comunidade em geral. Colabora com a preservação in situ através da manutenção de Mata Atlântica, Cerrado, e outros ha de mata ciliar, várzeas e pastagens, da Fazenda Santa Eliza (situado a 22º54'20"S - 47º05'34"W, Altitude: 694m). Historicamente, o JBIAC teve seu início de atividades em 2002, após reforma institucional, sob a Diretoria da PqC. Rachel Benetti Queiroz Voltan, incorporando as atribuições do extinto Centro de Recursos Genéticos Vegetais e Jardim Botânico, cuja primeira parte do nome foi "emprestada" para o antigo Centro de Genética, ficando subordinado ao Centro Experimental Central. A partir de 11/11/2004, assumiu como Diretor o PqC. Renato Ferraz de Arruda Veiga, permanecendo até a presente data. Porém, as atividades inerentes ao JBIAC vêm sendo desenvolvidas por pesquisadores do IAC, desde a sua criação. Para chegar até aqui muitas outras unidades trabalharam em metas semelhantes, como as antigas Seções de Introdução de Plantas Cultivadas e de Botânica Econômica, o Sistema de produção de sementes e mudas, o Sistema de Introdução e Quarentena de Plantas e, finalmente o Centro de Recursos Genéticos Vegetais e Jardim Botânico. 2. Visão de Futuro 2.1. O JBIAC e seu público Os objetivos principais do Jardim Botânico são: o desenvolvimento de pesquisas, a produção de informação, tecnologia e o ensino sobre recursos genéticos de plantas cultivadas. Seu trabalho centra-se na agricultura e é com ela que se pretende estabelecer parcerias e apoiar clientes e usuários, tanto do público interno ao IAC, como da APTA e outras unidades do Estado de São Paulo, do Brasil e exterior. Com seus parceiros, permanentes ou temporários, o JBIAC executa a prestação de serviços de intercâmbio, quarentena, coleta, taxonomia, caracterização morfológica, elaboração de descritores, conservação de germoplasma, educação ambiental, qualidade de sementes, produção de mudas e, também, a coordenação de comissões de curadoria de coleções, o que pretende continuar exercendo. Também possui como usuários o próprio público interno do Instituto Agronômico, uma prestação de serviços já tradicional e obrigatória, apoiando seus Centros e Núcleos, bem como Centros Avançados de Pesquisa. No plano da APTA colabora através de apoio às demais unidades, tanto pela coordenação da curadoria de coleções, como através de prestação de serviços e pesquisas científicas, estas sim, por serem incrementadas. Participa de atividades de ensino através do Curso de Pós-graduação do IAC, por intermédio de aulas e de orientação a pós-graduandos, alunos de iniciação científica, de treinamento técnico, em monografias de conclusão de curso superior. Ainda, ministra cursos em escolas com educação ambiental agrícola, recursos genéticos, botânica econômica, qualidade de sementes e pré-melhoramento genético. Também organiza cursos on line, em especial com introdução aos recursos fitogenéticos, e cursos em escolas com temas: O JBIAC vai à escola (ministrado para professores) e Semear e plantar para colher um futuro melhor (ministrado para os alunos), além de eventos pontuais como a Semana do Meio Ambiente e Dia da Árvore, em parceria com a Embrapa Monitoramento por Satélite. Estas últimas atividades estão ainda no seu início, o que se espera que sejam incrementadas ano a ano. Nosso Jardim Botânico já possui uma imagem consolidada junto aos Jardins Botânicos brasileiros, como único jardim botânico agrícola, porém, carece de consolidação de sua posição junto à comunidade de seu entorno. Esta é uma grande tarefa para o futuro. Tornam-se necessárias novas parcerias com os demais jardins botânicos, em especial com os do Estado de São Paulo. No plano nacional, a participação com a Rede Brasileira de Jardins Botânicos já tem sido efetiva, desenvolvendo, também, projetos de taxonomia com a iniciativa privada, como com o Instituto Plantarum, o que ainda pode ser ampliado. No plano internacional, a participação com o BGCI permite a busca por recursos e conhecimentos, bem como através de projetos com empresas multinacionais, como a Syngenta Seeds, devendo ser prevista uma estratégia para ampliar estas parcerias. Pensando no futuro foi que se criou uma ONG, denominada Amigos do Jardim Botânico, em 2005, a qual começou a ser implementada com a obtenção do CNPJ e abertura de conta bancária somente em 2006. Com esta ONG tem sido elaborados projetos para a busca por recursos de suporte ao JBIAC, em todas suas ações. 2.2. Os Mercados do Jardim Botânico O mercado, na própria instituição, é a execução de pesquisas básicas e a prestação de serviços às demais unidades. Outro mercado é a própria APTA, com suas unidades de pesquisas sendo alvos da prestação de serviços do JBIAC, através de suas coleções científicas e ações em recursos genéticos, pré-melhoramento, educação ambiental e botânica econômica. Com o público externo, especialmente do entorno da Fazenda Santa Elisa, estão principalmente as escolas. Porém, ainda existe a demanda de elevar o JBIAC a um status de Centro, com a definição oficial da área hoje correspondente à Fazenda Santa Elisa como sendo sua área oficial, o que permitira a construção de infra-estrutura adequada, para divulgar e integrar a instituição, para melhor atender as visitas rotineiras e para adequar o policiamento da área. Isto não é impeditivo, mas é restritivo, pois, já realizamos tal trabalho, embora embrionariamente pela falta de autonomia de trabalho. Enfim, a agricultura brasileira, em geral, é o alvo central de todo trabalho do jardim botânico. 3. Análise SWOT A análise SW0T (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças), é uma técnica de planejamento comumente utilizada pelos jardins botânicos. 3.1. Pontos Fortes · O nome da instituição e a marca IAC, com mais de 117 anos de existência, é respeitada mundialmente; · A capacitação técnico-científica de seus pesquisadores científicos e de sua equipe de apoio é reconhecida nacionalmente; · Possui a principal coleção de plantas agrícolas do Estado de São Paulo, tanto ex situ como in situ, com além de 2 BAGs posicionados dentre os principais do mundo: de café e citros; · Possui grandes áreas para usufruto da sociedade em lazer/educação, posicionadas dentro da cidade de Campinas; · Existe uma demanda das universidades de Campinas por um jardim botânico; · Existe uma grande demanda por Educação Ambiental, por intermédio das escolas de Campinas; · Existe alta demanda por pré-melhoramento genético no IAC; · A área do IAC se encontra próxima, duas quadras, do principal ponto turístico de Campinas que é o Parque do Taquaral; · É o único jardim botânico da cidade de Campinas; · Possui o único Quarentenário de Plantas, do Estado de São Paulo, com autorização oficial para inspecionar todas espécies de plantas, além de infra-estrutura para preparo de mudas e de conservação in vivo, in vitro, crioconservação e conservação de sementes; · Possui um herbário, com banco de dados on line, de grande utilidade para a comunidade em geral; 3.2. Pontos Fracos · Por ser de criação recente, o JBIAC ainda não possui um público cativo que lhe dê visibilidade; · Por não possuir uma área física, formalizada em diário oficial, isto impede a busca por recursos para infra-estrutura geral da Fazenda Santa Elisa; · É um Núcleo de Pesquisa, subordinado ao Centro Experimental Central que não possui atribuições de pesquisa e ainda reduz sua visibilidade como jardim botânico; · Como Núcleo, não tem assento no Conselho Geral da Instituição; · A Diretoria do Núcleo não tem autonomia para tomar decisões como as que possui uma Diretoria de Centro; · Não possui pesquisadores científicos com especialização em taxonomia de monocotiledôneas, conservação (in vitro, crioconservação, conservação de sementes e conservação in vivo), e em educação ambiental agrícola; · O parque não possui um sistema de orientação adequado, nem de recepção, nem caminhos demarcados para visitação, não existem banheiros, cafés, restaurantes e nem área específica para estacionamento; · Não possui segurança própria ou institucional que seja suficiente para atender a toda área de visitação; · O Complexo Monjolinho, antigo jardim botânico do IAC, não está liberado para receber visitação, por pertencer ao Centro de Horticultura e não ao JBIAC; 3.3. Oportunidades 3.3.1. O início de visitações monitoradas é uma grande oportunidade para se aproximar da sociedade do entorno e das demais regiões do município de Campinas; 3.3.2. O estabelecimento de parcerias, para a construção de infra-estrutura adequada de educação ambiental, permitirá a auto-sustentabilidade de todo JBIAC; 3.3.3. Criar um programa de visitação virtual contribuiria fortemente para ampliar a visitação física ao jardim botânico e a visibilidade do mesmo; 3.3.4. A montagem de uma infra-estrutura adequada para produção e venda de germoplasma (sementes e outros propágulos) de plantas nativas, em risco de extinção, além de cumprir com uma meta do jardim, ainda ampliaria a sua visibilidade; 3.3.5. A criação da Associação dos Amigos do Jardim Botânico IAC, vem permitindo a abertura de portas para a busca por recursos da iniciativa privada. 3.3.6. Realizar parcerias com os jardins botânicos da região, permitirá a execução de pesquisas e trabalhos conjuntos. O JBIAC tem a oferecer seus laboratórios de conservação, intercâmbio e quarentena, telados para confecção e manutenção de mudas de plantas em risco de extinção, esperando em troca receber a mão de obra que necessita para o desenvolvimento de suas pesquisas; 3.3.7. Disponibilizar projetos para áreas específicas do JBIAC, para empresas diversas, pode viabilizar recursos para infra-estrutura e pessoal. 3.5. Ameaças 3.5.1. Não existem verbas suficientes para a manutenção dos próprios do Estado, conservação dos edifícios e equipamentos, bem como para a conservação das áreas de matas nativas. 3.5.2. Necessita de ampliações em infra-estrutura, porém, quanto maior se torne maior será a despesa de manutenção; 3.5.3. Não existem no Estado de São Paulo, instituições financiadoras de atividades em Conservação de bancos de germoplasma e de herbários. A FAPESP não tem financiado este tipo de ação; 3.5.4. Não existe um fluxo de visitantes suficiente para iniciar cobrança de visitações monitoradas ao JBIAC, que lhe daria subsistência parcial; 3.5.5. Praticamente inexistem servidores braçais, tanto na área dos complexos de conservação e quarentena com na de Botânica Econômica; 3.5.6. Áreas importantes como as de cultura in vitro, crioconservação, conservação de sementes, taxonomia e anatomia vegetal, estão sem técnicos de apoio; 3.5.7. Inexistem pesquisadores nas atividades de conservação in vitro e crioconservação, nem em taxonomia de plantas monocotiledôneas, nem em educação ambiental. 4. Missão, Visão, Valores e Foco de Atuação 4.1. Missão A missão do Jardim Botânico é a de desenvolver e transferir conhecimentos científicos e tecnológicos. Isto, para o enriquecimento do patrimônio genético, a aclimatação de plantas, a segurança fitossanitária no intercâmbio e qualidade de mudas e sementes, a preservação in situ, a conservação ex situ, a caracterização e identificação botânica, a agricultura familiar, a recuperação de áreas degradadas e o seu uso sustentável, a educação ambiental, e o ensino. Sua contribuição para solucionar os grandes problemas inerentes à área agrícola encontra-se nas seguintes atribuições: a) conservação ex situ do patrimônio genético sob a guarda do IAC (in vitro, crioconservação em nitrogênio líquido e sementes em câmaras frias de longos prazos); b) preservação in situ, na recuperação de áreas degradadas de matas ciliares e no seu uso sustentável; c) caracterização morfológica (organografia e anatomia); d) taxonomia de plantas superiores; e) intercâmbio, aclimatação e quarentena de plantas; f) pré-melhoramento; g) produção e qualidade de mudas. Além disso, efetua ações de coordenação das curadorias de bancos ativos de germoplasma e coleções científicas da instituição e da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, bem como de educação ambiental agrícola e cursos nos diversos temas de recursos genéticos a nível de graduação e pós-graduação. 4.2. Visão O alicerce do Jardim Botânico concentra-se em seus recursos genéticos. O IAC contribui à conservação ex situ com aproximados 80% do número total de coleções do Estado de São Paulo e com 20% do total das coleções mantidas em todo nação brasileira. Dos cerca de 200.000 acessos de germoplasma vegetal mantidos no país, o IAC participa com, aproximadamente, expressivos 16,5% do número total de acessos. Seu herbário possui mais de 43.000 acessos e está catalogado oficialmente com a sigla IAC. Colabora com a preservação in situ através da manutenção de Mata Atlântica, Cerrado, mata ciliar, várzeas e pastagens, da Fazenda Santa Eliza, situado a 22º54'20"S - 47º05'34"W, em uma altitude de 694m. A visão do JBIAC para este acervo está em concretizar-se como centro de referência nacional e internacional, nas atividades de Recursos Fitogenéticos, Educação Ambiental, Botânica Econômica e Intercâmbio, Produção de mudas e Quarentena de Plantas. 4.3. Valores · O trabalho em equipe e em parcerias com Centros e Núcleos do IAC, unidades da APTA, inclusive com os demais Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo e de outros estados, bem como com unidades da Embrapa e de Universidades, e instituições congêneres do país e exterior; · A integração com agricultores e Empresas diversas, inclusive por intermédio de convênios, com o que se alinhava com a guardinha de Campinas; · Os rotineiros Projetos com CNPq, Finep e Fapesp, através de projetos de pesquisa; · Os estagiários de diversas graduações, bolsistas do CNPq (PIBIC) e pesquisadores visitantes (TWAS/CNPq); · A integração com a sociedade através da participação em Comissões diversas como nas do CONAMA, CONDEMA, CONDEPACC, Mata Santa Genebra, Rede Brasileira de Jardins Botânicos, entre outras; 4.4. Foco de Atuação · Na excelência e inovação técnico-científica e desenvolvimento de pesquisas em recursos genéticos, educação ambiental, qualidade de sementes e mudas e botânica econômica; · Na eficácia e agilidade no trabalho com Educação Ambiental Agrícola, Botânica Econômica, Recursos Fitogenéticos, Intercâmbio, Qualidade e Quarentena de Plantas; · Na experiência em pesquisas com Pré-melhoramento de ornamentais, frutíferas, Arachis, Coffea e espécies fibrosas; · Na construção de parcerias com jardins botânicos, ONGs, instituições congêneres e empresas privadas. 5. Objetivos Estratégicos e Objetivos Específicos Segundo o Plano de Ação para os Jardins Botânicos, são cinco os temas considerados fundamentais, todos eles plenamente contemplados por este plano estratégico, são eles: Documentação da Diversidade das Plantas; Conservação da Diversidade das Plantas; Uso Sustentável da Diversidade das Plantas; Educação para a Conservação da Diversidade das Plantas e Fortalecimento institucional. 5.1. Objetivo Estratégico – Conservação da Diversidade das Plantas · Objetiva conservar ex situ todo o patrimônio genético sob a guarda do IAC, quer seja in vitro, por crioconservação em nitrogênio líquido, na forma de sementes em câmaras frias de longos prazos, ou in vivo no campo, apoiando a conservação daquele sob a guarda da APTA. Ainda, prevê-se preservar in situ os recursos genéticos nativos, em especial os em risco de extinção, efetuar a recuperação de áreas degradadas de suas áreas naturais e executar o seu uso sustentável, do IAC e da APTA. 5.1.2. Objetivos Específicos · Coordenar a Comissão de Coordenação das Curadorias de Coleções Biológicas da APTA, buscando aperfeiçoar a sua conservação. Para cumprir com esta meta, pretende organizar um sistema operacional via intranet da APTA, visando o gerenciamento dos recursos genéticos do Estado de São Paulo; · Conservar os BAGs em risco de perda, do próprio IAC; · Implementar coleções de plantas agrícolas sub-utilizadas no IAC; · Efetuar o resgate e reintrodução de espécies no Cerrado e na Mata da Fazenda Santa Elisa do IAC; · Participar de ações e pesquisas referentes à conservação e manejo in situ, delimitações, zoneamentos e manejo de áreas protegidas, unidades de conservação e áreas com espécies em risco de extinção do Brasil, em especial do Estado de São Paulo; · Conservar germoplasma de espécies em risco de extinção, do Estado de São Paulo e do Brasil; · Estudar a biodiversidade na área da Fazenda Santa Elisa, em parcerias como com a Embrapa Monitoramento por Satélites; 5.2. Objetivo Estratégico – Identificação de Plantas Efetuar a caracterização morfológica (organografia e anatomia) nos recursos genéticos do Estado de São Paulo. Ainda, efetuar a taxonomia de plantas superiores da flora do Estado de São Paulo. 5.2.1.Objetivos Específicos · Apoio à identificação de espécies agrícolas do IAC e APTA; · Caracterização de acessos dos Bancos Ativos de Germoplasma e outras coleções de plantas do IAC; · Caracterização de novas cultivares do IAC; · Identificação taxonômica de plantas nativas em áreas do IAC; · Identificação taxonômica de plantas das matas, cerrados e campos do Estado de São Paulo; · Apoio à identificação taxonômica de espécies nativas em risco de extinção; · Apoio à identificação taxonômica de espécies demandadas pela população local, isto é, tóxicas e medicinais; 5.3. Objetivo Estratégico – Aprimoramento Técnico-Científico Dar continuidade à organização e participação de eventos de Educação Ambiental Agrícola, de Jardins Botânicos e de Recursos Genéticos. 5.3.1.Objetivos Específicos · Concretizar o projeto internacional: “O Jardim Botânico vai à Escola”, ministrando cursos aos professores e formando multiplicadores e dar prosseguimento ao mesmo; · Implementar junto às escolas o curso: “Semear e plantar para colher um futuro melhor”, para alunos do ensino fundamental. · Organizar o Simpósio Internacional de Bambu e Palmeiras, em 2009 e o V Encontro Nacional de Educação Ambiental na Agricultura, para 2010 ; · Participar de Reuniões junto aos Jardins Botânicos do Estado de São Paulo para definir as espécies nativas, em risco de extinção, a serem preservadas pelo jardim; · Participar do Encontro Anual da Rede Brasileira de Jardins Botânicos; · Participar da organização de um Simpósio Nacional de Recursos Genéticos, a ser realizado a cada dois anos (Já em 2008, no DF); · Participar do próximo Simpósio de: Recursos Genéticos Latino Americano e do Caribe, a se realizar no Chile (2009); 5.4. Objetivo Estratégico – Revitalização da Infra-estrutura Neste pretende-se englobar a modernização da infra-estrutura do Jardim Botânico através de projetos arquitetônicos que visam possibilitar a educação ambiental agrícola, bem como disponibilizar espaços para melhor conservar os recursos genéticos. Além disso, pretende-se construir a área de pesquisa dos herbários de plantas, microorganismos e insetos. Para tanto contamos com uma equipe externa, que trabalha de forma matricial com o Jardim Botânico, composta por um paisagista, Dr. Luís Antonio Ferraz Matthes e um arquiteto, Eng. Civil MsC. André Graziano. Ampliar as instalações de Quarentena de plantas com um quarentenário de Cana-de-açúcar. 5.4.1. Objetivos Específicos * Concluir até o final de 2009 o projeto arquitetônico proposto pela equipe de paisagismo e arquitetura e aprimorá-lo nos próximos 2 anos, através da área de educação ambiental; * Iniciar a implementação de parte do projeto arquitetônico em 2009, da área de coleções científicas, agregando a atual equipe de botânica econômica sediada em um edifício na cidade, o qual não atende às necessidades de pesquisa e conservação para a área de ação; * Implementar trilha, pontos de parada e infra-estrutura sanitária e alimentícia para recepção de visitantes para Educação Ambiental na área edificada, em 2009. * Implementar trilhas para a Mata Santa Elisa, para final de 2010; 5.5. Objetivo Estratégico – Educação Ambiental Desenvolver a Educação Ambiental, no plano agrícola, buscando infra-estrutura local e apoio às escolas vizinhas ao Jardim Botânico, ainda em 2006. Prosseguir com atividades internamente no IAC. 5.5.1. Objetivos Específicos * Organizar o curso para professores no projeto “O Jardim Botânico vai à Escola”, ainda em 2007; * Organizar o Encontro Nacional de Educação Ambiental Agrícola, em 2010; * Iniciar o projeto de visitação, colocação de placas de identificação e infra-estrutura mínima de visitação, em 2009; * Buscar integração com os jardins botânicos da região de Campinas para ações de Educação Ambiental, em 2008; * Efetuar curso de educação ambiental com o público interno, no ano de 2010. 5.6. Objetivo Estratégico – Documentação Objetiva a implementação de dados em programas que disponibilizem os dados dos recursos genéticos de plantas e de outras coleções, on line, na intranet do IAC e da APTA, ainda em 2006, e de gestão de recursos genéticos do IAC, em 2007. 5.6.1. Objetivos Específicos * Divulgar mais o programa já existente de computação para uso dos curadores de bancos de germoplasma e outras coleções do IAC, a fim de incentivar os curadores no uso dessa ferramenta que contempla dados de passaporte e dados de caracterização, em 2006; * Implementar o programa de computação para uso dos curadores de coleções biológicas da APTA, em 2006; * Documentar espécies agrícolas conservadas no país, tanto in situ como ex situ, como projeto contínuo. * Participar de inventários e mapeamentos, de plantas nativas ameaçadas de extinção, bem como de levantamentos florísticos brasileiros, principalmente da Região de Campinas e do Estado de São Paulo, com projeto contínuo; * Implementar um programa para catalogação dos acessos de plantas do IAC, existente desde a década de trinta. * Participar de redes virtuais de recursos genéticos, divulgando os dados digitalizados, como projeto contínuo, a partir de 2007. 5.7. Objetivo Estratégico – Uso Sustentável Efetivar o programa de uso sustentável dos recursos genéticos do IAC, em 2009. 5.7.1. Objetivos Específicos * Estabelecer programas, por bioma, para resgate, conservação, produção e uso sustentável de plantas nativas agricultáveis; * Incrementar o programa de intercâmbio e quarentena de plantas, vislumbrando evitar a entrada de pragas (plantas invasoras, insetos, nematóides, vírus, viróides, fungos e bactérias exóticas); * Disponibilizar novas culturas para a agricultura do Estado de São Paulo, com selo de qualidade de mudas; * Disponibilizar informações sobre cultivos sub-utilizados. 5.8. Objetivo Estratégico – Fortalecimento do Jardim Botânico O fortalecimento passa por ações administrativas e financeiras, bem como pela formação da equipe, apoio às políticas públicas do município, elaboração de normas e compartilhamento dos conhecimentos adquiridos. 5.8.1. Objetivos Específicos · Elaborar plano de marketing para parcerias e patrocínio; · Incrementar a homepage do Amigos do Jardim Botânico IAC e do JBIAC; · Preparar aulas virtuais para incremento de receitas; * Implementar ações na associação de amigos do jardim botânico; * Buscar formas de treinamento e capacitação da equipe; * Busca por autonomia física, administrativa e financeira; * Elaboração de Normas de intercâmbio para o IAC e APTA; * Formação de equipe de Educação Ambiental; * Participar de Comissões Municipais e Estaduais de política pública ambiental; * Participar de Redes de pesquisa, como a Rede Brasileira de Jardins Botânicos, o Sistema de Curadorias da APTA, entre outros; * Adequar o Quarentenário às novas exigências da legislação fitossanitária; * Implementar infra-estrutura para produção de mudas. 6. Diretrizes Estratégicas 6.1. Abranger, em suas ações de pesquisa e atendimento à comunidade, as principais regiões do Estado de São Paulo, adequando e sistematizando métodos, técnicas e procedimentos às suas particularidades e características próprias: recursos genéticos agrícolas; jardim botânico agrícola, educação ambiental agrícola e botânica econômica. 6.2. Abranger, em suas ações de pesquisa e atendimento à comunidade, as quarentenas e o intercâmbio e venda de germoplasma com qualidade no âmbito internacional, providenciando remessas ao exterior, efetuando a introdução de plantas e executando as quarentenas de plantas, através de contratos de prestação de serviços, inclusive de transgênicos; 6.3. Integrar-se com instituições de pesquisa e desenvolvimento, nacionais e estrangeiras na sua área de atuação, participando de redes e projetos de pesquisa; 6.4. Manter ou ampliar os recursos humanos, investindo regularmente em: especializações, reciclagem e aperfeiçoamento do corpo técnico - científico e administrativo; 6.5. Manter e incrementar a infra-estrutura, por meio de projetos, recursos do Estado e outros recursos porventura disponíveis, modernizando aspectos estruturais; 6.6. Manter e modernizar equipamentos, sistemas, tecnologias e instrumentação; 6.7. Buscar alternativas para garantir condições permanentes de relativa autonomia técnico - administrativa, valorizando a auto-sustentabilidade gerencial de suas atividades e projetos, através de sistema interno de gestão participativa e da captação de recursos financeiros próprios de fontes diversificadas; 6.8. Interagir com os Jardins Botânicos regionais, estaduais e internacionais, absorvendo as novas técnicas em andamento, adaptando-as e aplicando-as à realidade institucional; 6.9. Participar, de forma ativa, de eventos técnico - científicos (encontros, reuniões, seminários, simpósios, congressos) e suscitar, participar ou coordenar iniciativas (eventos, redes, sistemas e equipes modulares, multidisciplinares, etc.) envolvendo atividades inerentes às suas atribuições; 6.10. Dar a mais ampla divulgação às pesquisas e projetos realizados aos usuários e à sociedade, abordando as diferentes dimensões e aplicações na agricultura (pesquisa, informação, documentação, comunicação, difusão e prestação de serviços). 7. Metas · Implementar ações sugeridas no Manual Técnico Darwin para Jardins Botânicos, principalmente as determinadas pelo Plano de Ação para os Jardins Botânicos Brasileiros, integradas à Rede Brasileira de Jardins Botânicos e ao Botanic Gardens Conservation International (BGCI); · Apoiar outros centros e núcleos de pesquisa do IAC, bem como demais unidades da APTA, na gestão de recursos genéticos e coleções biológicas; · Estruturar, publicar e manter atualizado um website sobre recursos genéticos, educação ambiental e jardins botânicos; · Estruturar programas de gestão de recursos genéticos e coleções biológicas na intranet do IAC e da APTA; · Desenvolver pesquisas de pre-breeding nas diversas culturas pesquisadas pelo IAC; · Implantar a área e atividades de Educação Ambiental Agrícola no IAC; · Concretizar a área de qualidade de sementes e mudas; · Apoiar instituições de pesquisa ou não a implementarem quarentenários regionais; · Definir junto aos jardins botânicos do Estado de São Paulo, as espécies nativas, em risco de extinção, a serem conservadas; · Desenvolver metodologias de conservação de sementes, in vitro, crioconservação e conservação in vivo; · Inventariar as espécies de plantas, em risco de extinção, do Estado de São Paulo e estados vizinhos; · Inventariar etnovariedades e cultivares em desuso no Estado de São Paulo; · Caracterizar as novas cultivares do IAC e incorporá-las ao herbário IAC; · Recuperar áreas degradadas do Estado de São Paulo; Botao Voltar


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